quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Turquia: Istambul, Capadoccia, Fethiye, Ephesus

Depois da pequena confusão na saída da Sérvia, finalmente cheguei na Turquia, como todo mundo entrei por Istambul. No primeiro dia não fiz nada, já que aqui a Paula me acompanharia por toda viagem então não seria legal ver as coisas antes dela chegar. Foram vários dias aqui então vou separar por cidade só tentar fazer com que o texto tenha algum sentido.

Istambul

Aqui fiz duas passagens, uma no começo outra um pouco mais longa no fim da viagem. A cidade é imensa, e um pouco por isso todo mundo quem vem pra cá acaba ficando preso no bairro antigo onde estão as principais atrações, e assim fica um pouco difícil de fugir do roteiro básico, que confesso decepcionou um pouco, as atrações turísticas são caras e não são tão ricas em detalhes como imaginava, a maioria delas impressiona mais por fora que por dentro, com excessão as mesquitas. Na segunda passagem pela cidade deu pra fugir um pouco do basicão, mas mesmo assim a principal diferença foi no preço, que nos lugares menos turisticos são bem mais em conta, mas mesmo assim a cidade não impressionou tanto. Não me entendam mau, a cidade é legal bonita, mas foi abaixo das minhas expectativas que eram bem altas.











Capadoccia
Lugar com relevo impresionante, a região da Capadoccia fica no centro da Turquia e é formada por várias cidades muito pequenas, nós ficamos em uma que se chama Goreme que é bem no centro.
Aqui a primeira coisa que nos chamou a atenção foi o frio, muito frio, eu que planejei passar o ano todo no verão cheguei lá de bermuda e havaianas como sempre, lógico que congelei de cara. Depois já com roupas mais apropriadas, mas ainda com frio, começamos conhecer um pouco do lugar, que é famoso pelas formas do relevo e as casas que são feitas em buracos nas rochas . É também considerada uma das melhores áreas do mundo pra andar de balão então, apesar do preço um pouco salgado, nós resolvemos testar, e realmente é muito legal, o dia estava com céu azul e vimos paisagens com vales impressiontes, além da diversão de se estar em um balão, coisa que não é todo dia que se faz. Na continuação do dia alugamos bicicletas para conhecer um pouco melhor as coisas que tinham em volta, o que não foi a idéia mais feliz do mundo posto que não sei muito bem como explicar, mas pra todo lado que tentavamos ir só tinha subidas que não acabavam nunca, ainda assim deu pra conhecer alguns lugares legais. No último dia resolvemos fazer um tour que incuíu caminhada numa cidade subterrânea que chega a oito andares abaixo da terra e dizem que mais de 10 mil pessoas chegaram a morar lá, também uma caminhada por um canion, e subida em uma montanha onde era a antiga cidade, com cozinha, igreja e casas, tudo construído nas rochas.












Fethiye
Depois de tanto frio resolvemos nos esquentar um pouco, por isso viemos para esta cidade, que fica no sul da Turquia às margens do Mediterraneo. Chegando aqui por mais difícil que seja de acreditar eu perdi mais uma coisa, o meu outro casaco, o que não seria tão importante se a câmera não estivesse no bolso dele, mas dessa vez ao contrário de muitas outras consegui recuperar tais objetos, eles estavam no ônibus que leva da rodoviária até o hotel.
Passado o susto aí sim começamos a relaxar, no primeiro dia não fizemos nada demais, mas no dia seguinte logo pela manhã já fomos para um passeio de barco que dura o dia inteiro e se chama 12 ilhas, mas na verdade acho que não passa por nenhuma ilha, não entendi muito bem o nome, mas o passeio é muito legal, as praias não têm areia como todas que fui na Europa, mas são bonitas, a água tem uma temperatura ótima e no fundo sempre tem umas montanhas pra completar o visual. Como toda cidade de praia aqui também é um lugar inspirador pra ter bastante preguiça pra fazer qualquer coisa, então no outro dia também não fizemos nada excepcional, só caminhamos pela cidadezinha e bebemos um pouquinho.












Ephesus

A cidade em si e bem pequena e bastante simpática, a poucos kilometros é que se encontram as principais atrações: a cidade antiga, que é bem grande e está muito bem conservada (melhor do que as que vi na Grecia), a casa onde supostamente Maria passou seus últimos anos (na foto se pode ver a pròpria adentrando), e uma das sete maravilhas do mundo (ou que não está tão bem quanto a cidade antiga, a foto mostra tudo que sobrou).










Resumo da Turquia
As pessoas sao simpáticas, e e um país bem fácil de viajar, com bom transporte e hotéis que deixam um pouco a desejar, mas nada que comprometa, o que me chamou a atenção foi o preço, não perde em nada pra qualquer cidade européia, vim com a impressão que por ser quase na Ásia seria mais barato mas estava enganado, principalmente pelos preços das atrações turísticas. A comida também deixou um pouco a desejar, principalmente em Istanbul onde e difícil de fugir do kebab, a impressão que da é que todos os pratos são variações de kebab, no final vc já não aguenta mais. Quando fiquei fora da parte turistica em Istanbul tinha um cardapio um pouco mais variado, mas nem tanto.

Bem, depois de uns momentos bem complicados cheios de dúvidas, em relação a tudo, cheguei a cogitar nao ir para a Ásia, mas enfim, finalmente cheguei aqui, estou em Bangkok e vamo ve que bicho da.

Coloquei um video no post da Sérvia, quem quiser da uma olhada. Detalhe pra senhora gordinha no final da fila.

sábado, 19 de setembro de 2009

Hungria e Sérvia

Conforme dito no post anterior estou voltando a pegar o ritmo de viagem, aos poucos, meio preguiçoso, mas estou.
Depois que saí de Barcelona fui pra Budapeste na Hungria. A cidade é linda, um clima bem diferente das cidades que passei antes, com uma arquitetura mais pesada e um clima um pouco mais sério, essas coisas a gente percebe quando você é o único a andar na rua de chinelo, dessa vez não porque queria, mas porque na minha última semana em Barcelona fraturei o dedo do pé jogando bola no meio da rua então o sapato não entra no meu pé já que ele tá imobilizado.
Não tive o tempo necessário pra conhecer tudo por aqui por três motivos: tive passar um bom tempo arranjando tudo para o visto da Sérvia, com o pé fraturado andava mais devagar e depois de um tempo sempre começava a doer, e porque tinha que sair da União Européia pois já completava meu terceiro mês aqui e eu não queria ser preso ou deportado.
Mas tudo que vi foi muito legal, praças, parques, castelos, e as pessoas apesar da cara fechada são muito simpáticas e todo mundo fala inglês sem problema, a comida é muito gostosa, um pouco pesada, mas vem sempre em porções fartas e baratas. O que também é bastante divertido aqui é a vida noturna, muitos bares em vários estilos diferentes sempre cheios independente do dia da semana e a maioria com música. Como da pra ver pela foto aí bebemos bastante e nos divertimos, eu e um monte de gente que a maioria não tenho a menor idéia do nome.



Tentei ir em jogo das eliminatórias da Copa (hungria x Portugal) mas foi uma das frustrações desta passagem pela Hungria, fui até o estádio, rodei por quase uma hora comm meu dedo fraturado e não achei ingresso, logo o dinheiro que iria para o futebol foi pra cerveja, nada mais justo, de qualquer jeito não foi desta vez que vi Cristiano Ronaldo em ação.




Essa foto aqui do lado é pra Miltinha, fiquei sabendo que ela queria minha foto andando de elefante...bem, não sei se era exatamente isso que ela esperava mas já é um começo. Beijo.





Belgrado

Vim pra Belgrado de trem, e confesso que o caminho assusta um pouco, depois que cruza a fronteira entre Hungria e Sérvia o que se vê são pequenas cidades com casas inacabadas e algumas com ainda com aspecto de destruídas pela guerra, mas em Belgrado tudo muda.
Esperava algo bem diferente, uma cidade bem menor e mais pobre do que realmente é, a verdade é que aqui não se vê tanta diferença em relação as outras cidades européias.
Não tem tantas atrações mas as que tem são bem bonitas, como o forte e a catedral, também tem alguns museus mas que não são tão interesantes, se a entrada não fosse tão barata acho que não valeria a pena, aliás, quase tudo aqui é muito barato, só para ter uma base de comparação o Mc aqui custa 3,5 euros enquanto no resto da europa custa no mínimo 5,5.

Quando se anda um pouco ainda se encontra alguns resquícios da época da guerra, e este é o país europeu mais difícil de encontrar gente que fala inglês, e também não tem muitos cardápios em inglês, o que faz a hora da comida sempre uma complicação já que eles usam outro alfabeto aqui, sendo impossível de entender qualquer coisa.
Agora que acabou a temporada a maioria das pessoas que estão viajando são australianos, sinceramente ainda não consegui entender como é possível ter tanto australiano em todo canto, e confesso que não acho isso tão legal, a maioria deles (especialmente os homens) são meio chatos, mas sempre tem um pessoal de outro canto pra salvar.

Bem ia postar esse texto uns dias atrás quando deveria ter saído de Belgrado, mas tive um problema, perdi o trem que deveria pegar para vir à Istambul, entao tive que ficar mais um dia, e por mais incrível que pareça no dia seguinte mais uma vez perdi o trem, essas coisas que só quem gosta de uma cervejinha pode entender... então busquei orientação na embaixada brasileira e eles de maneira muito simpática disseram que caso ser preso não fosse uma possibilidade eu deveria pegar um avíão já que meu visto expirava naquele dia, e assim cheguei na Turquia.
Aqui na Turquia terei uma nova companheira de viagem, mas vou deixar isso pro próximo post pra ter mais assunto.


terça-feira, 8 de setembro de 2009

Espanha: Valencia & Barcelona

Já tem um tempo que não escrevo, mas é porque estou em outro ritmo de viagem agora, depois que saí de Murcia passei três dias em Valencia, a cidade é bem grande mas os pontos turísticos não são tantos, se resume a alguns quarteirões do bairro antigo, além de um museu e a praia, que nem é das mais bonitas e demora um pouco pra chegar. Foi divertida minha estadia lá, nada de muito novo, mas divertida. Daí fui segui pra Barcelona.


Barcelona
Aqui a coisa toda muda, por causa dela que não tenho escrito muito no blog, estou encalhado aqui, me divertindo tanto que é impossível sair.
Quando cheguei em Barcelona vim com a idéia de procurar algum emprego temporário pra poder passar mais tempo em uma mesma cidade, mas o máximo que encontrei foi para distribuir flyer duas vezes por semana, o que não ajudaria muito financeiramente e seria extremamente chato, logo não aceitei.
Ao mesmo tempo que buscava alguma coisa pra trabalhar, também procurava algum lugar pra ficar pagando menos do que no albergue, e a solução estava ali mesmo, este albergue tem um esquema um pouco diferente e noitada de graça todo dia, a maioria que trabalha ali é brasileiro, e conversando com um e com outro depois de alguns dias fiquei sabendo que tinha um quarto disponível na casa que todo mundo dizia que era a mais divertida de Barça. A casa fica em Gracia que é considerado o bairro mais catalão da cidade, sem muitos turistas e formados por ruazinhas pequenas e muitas praças, como o preço compensava, e mesmo que não arrumasse nada pra trabalhar ia estar economizando, resolvi topar alugar o quarto por um mês.
Os moradores oficiais da casa eram, até então, dois paulistas (Raba, Badeco), dois argentinos (Matias e Lua), e uma espanhola (Janaína), o que parecia o pesadelo pra qualquer carioca acabou sendo de fato uma experiência muito divertida, tudo na casa é compartilhado, não tem separação de gavetas na cozinha, muitos instrumentos por toda a sala, e música do momento que se acorda até pegar no sono de novo, apesar das origens dos moradores todos são muito gente boa e a casa recebe tanta gente o tempo todo que tem dia que não precisa nem sair pra conhecer um monte de pessoas novas, na sala tem alguns colchões pras visitas e desde que cheguei aqui em todos os dias teve pelo menos um sendo utilizado, nessa última semana eu estou nele já que meu período no quarto se esgotou e fui substituído por uma finlandesa (nada mais justo). No vídeo que coloquei lá em baixo tem um exemplo do que a gente chama de quarta-feira monótona, o cara que ta tocando violão é um russo que a gente conheceu no albergue, e o Nacho um argentino que ta sempre na casa, na percussão Raba e em seguida Matias, e na dança Sana e Bto (sueca e paulista, respectivamente), nas palmas e sorrisos Deco e eu. Aproveito este espacinho pra mandar um abraço e agradecer a todo mundo que mora ou que passou pela Verdi nesse tempo, como da pra ver pela foto do Raba a despedida foi tão animada que não teve como ninguém acordar pra dizer um tchau e agradecer (mesmo meu voo sendo as 14:30).



Mas além da casa aqui em Barcelona também tem outras coisas, todos os pontos turísticos manjados, Sagrada Família, La Pedrera, Parque Gwel e etc. , mas esses nem precisa que eu conte, todo mundo já sabe... barça é uma cidade ótima pra se perder por todas as ruas, em cada área com um estilo de construção o que faz aquela volta pra casa na madrugada muito mais agradável, além de fazer com que a bicicleta e skate se tornem o transporte perfeito pra todas as horas.
Passei aqui o mês de agosto, justamente a alta temporada de turismo, a cidade estava super lotada, o idioma oficial se tornou o inglês e se não fosse por nosso refúgio em Gracia acho que nem teria usado o castellano.
Tive a sorte de estar aqui na época da festa de Gracia, quando todos os moradores se reunem para enfeitar as ruas dos bairros com as mais criativas decorações, e o bairro todo fica em festa por uma semana.











Tive azar que nao tava tendo nenhum jogo, mesmo assim consegui ir ver Barcelona x Man city, na estréia do Ibra, o jogo foi ruim, mas valeu pra ver os estádios e como são os torcedores por aqui... bem diferente do Brasil.




Agora já estou em Budapeste, sigo mais alguns dias aqui e depois vou para Belgrado e Istambul.
Vou tentar voltar a escrever no blog com frequência, se não tiver mais nenhuma Barcelona pelo caminho acho que não será problema.